Nos dias 13, 14 e 15 de junho levamos um grupo de alunos da escola St. Nicholas, de São Paulo, para uma vivência de três dias no Quilombo Pilões, no Vale do Ribeira, estado de São Paulo quase na divisa com o Paraná.

O objetivo do programa era cumprir uma etapa do currículo CAS que os alunos seguem na escola (CAS = criatividade, ação, serviço). Os alunos se programaram para pintar o centro comunitário da comunidade, preparar uma horta ao lado da escola, fazer desenhos nas paredes da escola e interagir através de jogos com as crianças da comunidade.

Ficamos acampados ao lado do centro comunitário, o qual usamos como base para refeições, banheiro, reuniões, etc.

A comunidade nos recebeu muito bem, assim como no ano passado, com muito carinho, boa energia, hospitalidade e disposição. Todos puderam interagir e aprender com o modo de vida deles, conhecer os seus costumes, conversar em volta da fogueira, ao som de uma boa viola, e cumprir com todos os objetivos.

 

O resultado foi excelente, e trouxe um grande benefício à comunidade, pois além das ações pontuais, o trabalho realizado inspirou e motivou os moradores a darem continuidade à melhoria do seu espaço. Os alunos demonstraram o tempo todo uma atitude positiva que contagiou a comunidade.

Alguns depoimentos dos alunos após a viagem:

“Gostei da forma como todos aparentavam ser uma ‘grande família’. Acho que a maior diferença cultural foi que nós éramos muito barulhentos, enquanto eles eram silenciosos e normalmente não podíamos escutá-los.”

-       Anna Luiza

“Aprendi que atitudes positivas ajudam a influenciar os que estão à nossa volta. Gostei do ambiente calmo e tranquilo que eles vivem, e a forma como todos se conhecem e se respeitam.”

-       Julia

“O ponto alto foi o sorriso no rosto das crianças quando brincávamos com elas, e das pessoas da comunidade depois que pintamos o centro comunitário.”

-       Isabela

“A lição mais significativa foi aprender o valor de se doar à outros, e aceitar e compreender culturas diferentes.”

-       Offer

Obrigado à escola St. Nicholas por incentivar essa vivência, e ao excelente trabalho e atitude positiva dos alunos do Year 11. Ano que vem tem mais!

Treehouse Viagens – junho de 2011

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Acabamos de voltar da travessia da Serra Fina, que aconteceu neste feriado da Páscoa! Foram 4 dias de caminhada, com desafios e superação ao longo do caminho, recompensados por vistas exuberantes, céus estreladíssimos e dias lindos.

Considerada uma das mais belas travessias do país, o trekking da Serra Fina é uma verdadeira experiência de montanha. Altitudes que beiram os 2.800 metros, vistas de tirar o fôlego, subidas e descidas por vales e cristas, e o isolamento… tudo isso em plena Serra da Mantiqueira, nas divisas dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O ponto culminante da travessia é a Pedra da Mina, a montanha mais alta da Mantiqueira, com 2.798 metros de altitude, e a quarta mais alta do Brasil.

Alguns mitos sobre a Serra Fina são verdadeiros… pouca água, mata fechada, bambus cortantes, frio, cansaço extremo… sem dúvida é um trekking exigente – 4 dias de caminhada, com mochilas pesadas nas costas.

Mas esses momentos mais desgastantes são diluídos na plenitude da experiência… nos visuais, nos acampamentos à noite, nas partes planas por cima das cristas, na troca de experiência com os outros participantes, no companheirismo de montanha.

Sem dúvida uma experiência inesquecível! Teremos outras em breve, e avisaremos por aqui!

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No final de semana dos dias 8, 9 e 10 de abril, a Treehouse levou o colégio St. Paul’s até a Serra da Mantiqueira, para fazer uma bela travessia de dois dias na montanha.

A expedição fez parte do programa “Duke of Edinburgh International Award”, um programa presente em diversos paises, que estimula jovens adolescentes a desenvolverem um sentido de comprometimento, independência, trabalho de equipe, respeito, auto-confiança, entre outras qualidades, através de vivências ao ar livre que envolvam planejamento e aventura.

Saímos de São Paulo na sexta feira após o almoço, e pernoitamos em uma pousada em Campos do Jordão. Como chegamos cedo, ficamos aproximadamente três horas praticando leitura de mapa e navegação com bússola. Analisamos a rota da travessia, revisamos protocolos de segurança, práticas de mínimo impacto, montagem da mochila, além de distribuir os equipamentos aos alunos, como barracas, isolantes, fogareiros, panelas, radios de comunicação, pazinhas (para cavar o buraco na hora de ir ao banheiro), apitos, isqueiros, purificadores de água, entre outros itens.

Já se podia perceber que essa era uma turma muito motivada, o que certamente proporcionaria uma boa experiência.

No sábado o ônibus nos deixou no pé do Pico do Diamante, próximo ao Hotel Toriba. Por uma estrada de terra subimos até o cume, ponto de onde a trilha propriamente começa. O visual com nuvens embaixo era lindo, mas o volume das nuvens aumentava e não demorou muito para começarmos a escutar os primeiros trovões.

No meio da trilha do primeiro dia a tempestade nos pegou em cheio. Chuva forte e uma sequência ininterrupta de trovões, por mais de uma hora, alguns tão próximos que os alunos adotaram o que havíamos ensinado à eles no dia anterior, a posição de raio. Na trilha os alunos caminham sozinhos, com instrutores na frente a atrás, porém fora da vista deles, o que estimula independência e tomada de decisão. Me surpreendi positivamente quando no meio da tempestade, descendo de uma crista, encontrei o grupo em posição de raio – todos sentados de joelho em cima da mochila, e esta em cima do isolante. Essa posição evita o contato com o solo, por onde correria a descarga elétrica caso o raio caísse ali perto.

Saímos de lá e seguimos rumo ao acampamento. Montamos as barracas embaixo de chuva forte e depois que todos haviam trocado as roupas molhadas por roupas quentes, preparamos um chocolate quente que esquentou e energizou todo mundo. A chuva parou logo depois, e foi-se abrindo um belo céu estrelado. A noite fria chegou a 8 graus (na hora que fomos dormir, umas 9 da noite, provavelmente a madrugada foi mais fria).

O domingo amanheceu lindo, um típico dia de montanha na temporada seca – frio, e sem nuvens. Do acampamento descemos a serra pela Trilha das Oliveiras, rumo à Pindamonhangaba. A primeira parte é muito bonita, com a vista do vale e um mar de nuvens embaixo.

Chegamos no Bairro das Oliveiras por volta do meio dia, onde o ônibus já nos aguardava. Almoçamos em Pinda, e seguimos para São Paulo, onde deixamos os alunos na porta da escola às 5 e meia da tarde.

Um fim de semana pleno, bem planejado, sem nenhum contratempo. Até a tempestade foi válida, pois nessas horas somos obrigados a dar um pouco mais de nós mesmos, controlar o desconforto, pensar em si e no outro, trabalhar junto e enfrentar a adversidade. Isso gera crescimento.

A viagem também estreitou laços de amizade, e proporcionou um contato mais próximo com ar puro, mata, floresta, rio de montanha, silêncio, e vistas de tirar o fôlego.

Parabéns ao Form IV pela determinação e excelente conduta!

Até a próxima!

Filippo Croso

Treehouse Educação ao Ar Livre

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Entre 13 e 17 de outubro estivemos em Itatiaia (RJ) realizando uma viagem experiencial com um grupo de 12 adolescentes de 16 e 17 anos da Associação Comunitária Despertar, localizada em Diadema (SP). A viagem, que tinha como alguns dos objetivos propiciar aos jovens novas experiências em meio à natureza, promover o trabalho em equipe, desenvolver a auto-confiança e criar condições seguras para enfrentar medos e dificuldades pessoais, foi recheada de aventuras e desafios físicos e emocionais. Durante os três primeiros dias realizamos atividades na parte alta do parque, ficando baseados no abrigo Rebouças enquanto nos dois últimos dias percorremos a travessia ‘Ruy Braga’ pernoitando acampados junto às ruínas do abrigo Massenas.

O primeiro dia concentrou-se na viagem de SP ao RJ e em atividades em torno do abrigo para promover a integração do grupo e à noite o próprio grupo definiu os parâmetros a serem seguidos durante a viagem.

No segundo dia fomos até o cume das Prateleiras (2.548m de altitude), aonde pudemos observar logo de cara o espírito coletivo, a colaboração e apoio mútuo dos membros do grupo e os primeiros medos puderam ser enfrentados.

No cume, os desafios pessoais se tornaram mais evidentes com a exposição, o medo de altura e a insegurança aflorando, mas também pudemos observar a bela vista panorâmica de 360 graus que somente os cumes de montanhas altas podem proporcionar e pudemos assinar o livro de cume das Prateleiras, testemunha de nossa presença.

À noite os jovens trabalhando em conjunto ficaram encarregados do jantar, da limpeza de toda louça e do abrigo, e as primeiras emoções e impressões do dia puderam ser compartilhadas com o grupo.

No terceiro dia seguimos para o Morro do Couto (2.680m), montanha mais alta que Prateleiras mas cujo cume pode ser acessado com mais facilidade.

No cume do Couto celebramos o aniversário de uma das participantes do grupo com um caloroso parabéns e todos tiveram a oportunidade de realizar um rapel de aproximadamente 30m, novamente encontrando novos desafios e superando seus medos.

Após mais um longo dia e um merecido jantar, o aniversário foi comemorado com bolo surpresa e mais experiências pessoais foram compartilhadas.

Sábado foi o dia de mudança e ainda cedo deixamos o abrigo Rebouças para realizar a travessia Ruy Braga, que começa na parte alta do parque e termina próximo à piscina do Maromba, na parte baixa. Nesta noite todos dormiram em barracas e trabalharam em equipe à noite, preparando pizzas sob condições limitadas, sem água corrente, com instalações bastante simples, em fogareiros e com paciência.

Pernoitamos junto às ruínas do abrigo Massenas, que felizmente ainda possui uma lareira bastante acolhedora e que animou os espíritos durante a noite fresca da montanha, sob um lindo céu estrelado. Até aqui tivemos bastante sorte com o tempo, escapando da chuva prevista para o dia. Encerramos a noite com uma grande apresentação do rap criado pelo grupo para a viagem e declarações bastante emotivas.

Em nosso último dia, antes de deixarmos o abrigo Massenas, o grupo escreveu um lindo poema compartilhado e iniciamos a nossa caminhada com espíritos elevados e focados na trajetória, não tanto no destino. Durante toda a trilha observamos diversos animais entre aranhas, sapos e até mesmo um filhote de jararaca, além de poder curtir a bela trilha e podermos observar a transição da arbustiva vegetação de altitude para uma rica e diversa mata com árvores grandes conforme seguíamos em direção à comunidade de Itatiaia. E após mais de 1000m de altitude perdida, uma árdua e longa caminhada, finalmente chegamos ao nosso destino final re-encontrando a van que nos levaria de volta à São Paulo.

Ao final da caminhada, além de havermos atingido o objetivo para o dia, diversos outros objetivos foram atingidos, sendo o maior deles a superação. Ao final desta viagem um novo grupo de adolescentes retornou às suas casas. Após apenas cinco dias o grupo de jovens que mal se conhecia retornou a São Paulo como um grupo unido, que se apóia, respeita os limites de cada membro, e, mais importante, é capaz de feitos inacreditáveis. Com muita garra, dedicação, cooperação, superação e emoção, encerramos mais uma viagem da Treehouse.

Até a próxima!

Beijos,

Samanta Chu

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Nos dias 29 de setembro à 1 de outubro, levamos a EAC para uma viagem de estudo do meio em Bertioga. O tema da viagem era Ecossistemas: Manguezal, Mata Atlântica, Restinga e Costão Rochoso.

Chegamos no hotel por volta do meio dia no dia 29, e depois do almoço saímos para visitar o mangue que fica próximo à balsa que liga Bertioga ao Guarujá. No caminho, passamos pela praia da Enseada, Forte São João e o mercado de peixes antes de chegar no mangue.

Após a explicação deste primeiro ecossistema visitado, os alunos travaram a tradicional guerra de lama, terminando com um banho de mar para se limpar antes de voltar ao hotel.

Nesta noite, depois do jantar, propusemos aos alunos uma dinâmica de grupo para trabalhar integração e comunicação. Depois de algumas tentativas, eles conseguirem completar o objetivo proposto, percebendo importantes questões para se desenvolver um bom trabalho de equipe.

No segundo dia de manhã fomos até o Rio Jaguarejuaba para estudar novamente o mangue (desta vez um manguezal mais preservado do que no dia anterior). Para isso, utilizamos canoas canadenses e havaianas, remando pelo rio e parando em piscinas naturais, bancos de argila e pontos estratégicos com boa visão do manguezal. O dia nublado sem chuva ajudou no passeio, que além de educativo proporcionou uma boa integração através das canoas e diversão com as capotagens e banhos de rio.

Após um almoço apetitoso preparado pelo Dna. Ilda, partimos para a atividade da tarde, que seria uma visita à Reserva Indígena do Rio Silveira, em Boracéia.

Lá fomos muito bem recebidos pela comunidade, que nos apresentou a aldeia e seu entorno. A experiência que tivemos neste local foi muito além do estudo em loco da mata atlântica (o ecossistema estudado lá). As conversas que tivemos com alguns habitantes, as apresentações das danças e das lutas e a observação das moradias e o dia a dia da comunidade proporcionou uma rica experiência cultural e humana à todos.

A apresentação de música e dança ocorreu no final do dia, com uma leve chuva caindo. No pequeno espaço dentro da casa de reza, uma fileira de meninos e meninas adolescentes, um de frente para o outro, apresentaram três músicas tradicionais da tribo. Entre eles havia, sentados no centro, um rapaz que tocava violão e o pajé da tribo, fumando um cachimbo.

Uma das pessoas presentes explicou que era difícil traduzir para o português a letra das músicas, explicando que o português utiliza frases longas para passar um conceito, enquanto que o Guarani usa apenas uma palavra ou frases curtas. Mas disse que as músicas eram sobre o modo de vida deles, suas rotinas e suas crenças, e que falavam de paz e natureza.

A energia que permeava o espaço era bastante intensa, em parte devido ao ritmo repetitivo e quase hipnótico da melodia e da percussão. Uma experiência única para todos os presentes.

Nessa noite fomos jantar em uma pizzaria e de volta ao hotel, fechamos a noite com música e um concurso; uma banca de jurados tinha que escolher as três melhores duplas fantasiadas: meninos vestidos de meninas e vice versa. Muitas risadas e produções caprichadas garantiram a diversão.

No útlimo dia visitamos na parte da manhã a praia do Itaguaré, uma praia lindíssima onde o Rio Itaguaré encontra o mar, formando piscinas naturais em uma praia sem construções. Após um tempo livre se divertindo na areia e nas piscinas, os alunos foram apresentados aos ecossistemas que faltavam ser estudados: Restinga e Costão Rochoso.

Retornamos para o hotel e depois do almoço seguimos de volta para Campinas. A viagem, além de positiva, foi além do estudo do meio. Fortaleceu amizades, integrou alunos com alunos e alunos com professores, ampliou horizontes culturais e trouxe um sentido de comprometimento e trabalho em equipe.

Os alunos voltaram para Campinas com a percepção que existe um rico potencial dentro deles, e que depende apenas deles mesmos para que esse potencial frutifique.

Um abraço, e até a próxima!

Filippo Croso

Treehouse Educação ao Ar Livre

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Entre os dias 16 e 19 de setembro, a Treehouse levou o colégio St. Paul’s, de São Paulo, para realizar uma das trilhas mais bonitas do sudeste brasileiro: a travessia da Joatinga, na região de Paraty, litoral sul do Rio de Janeiro.

A expedição faz parte de um programa internacional conhecido como “Duke of Edinburgh International Awards”, um programa de desenvolvimento pessoal dividido em três categorias: bronze, prata e ouro. A proposta do programa é desenvolver nos alunos habilidades pessoais e de grupo, como a auto confiança, independência, comunicação e comprometimento, aprendendo a lidar com adversidades, agindo com integridade, e se ajudando mutuamente, adquirindo um forte sentido de trabalho em grupo.

As atividades envolvem a organização prévia da logística de equipamentos e refeições, acampamento, caminhada e navegação com mapa e bússola. Participaram 21 alunos: 14 na categoria bronze (dois dias caminhando, uma noite acampando), e prata (três dias caminhando, duas noites acampando).

Saímos da escola às 4 da tarde e chegamos à vila de Patrimônio (perto de Trindade) por volta das 11 da noite. Jantamos no restaurante ao lado da pousada, que já sabia que chegaríamos tarde, e fomos dormir. Dia seguinte acordamos cedo, os alunos organizaram a divisão de barracas, panelas e fogareiros, e depois uma última passada da rota do dia, que seria o trecho Ponta Negra – Cairuçu.

O ônibus nos deixou na vila de Laranjeiras, onde os alunos se dividiram em 3 times (2 bronze e um prata). Fomos de kombi até o cais do condomínio, onde pegamos os barcos que nos deixariam em Ponta Negra.

Na trilha os alunos ficam a sós, apenas com um radio para contactar os guias em caso de necessidade. Guias e professores acompanham de perto, mas fora do alcance visual dos alunos. Nas bifurcações alguns errinhos, mas acertos na grande maioria. Muita motivação nesse primeiro dia, com tempo bom; sol por trás de uma fina camada de nuvens. A trilha desse primeiro dia foi a mais exigente de todo o percurso, pois tinha uma subida íngreme chegando à cota de 585 metros.

Às 4:30 da tarde todos os times já estavam no acampamento, na Praia de Cairuçu. Montagem das barracas, preparo do jantar e o sono veio antes das 9 da noite, pois sem luz elétrica e cansados da trilha e do dia longo, 9 da noite parece que já é madrugada.

Os guias e professores puderam compartilhar da hospitalidade da família que mora no local e opera o camping, que nos ofereceram sua casa para que preparássemos a nossa refeição.

Às 5 da manhã começa a chuva… os alunos acordam por volta das 6, e foi gratificante ver a garra desses jovens de 15 e 16 anos enfrentando o desconforto que é desmontar acampamento na chuva. Após prepararem o café da manhã e a mochila, seguiram na trilha.

Nos despedimos da família do Sr. Aprijo, que preparava a farinha de mandioca na casa ao lado, e seguimos atrás dos alunos.

Nesse dia de chuva constante, a trilha seguia pela costa, e no final subia um morro de aproximadamente 400 metros para descer do outro lado no Pouso da Cajaíba. Nesse trecho há muitos rios, um bastante largo na altura da Praia Martim de Sá, uma das mais belas da região.

No Pouso da Cajaíba terminava a expedição do time bronze. Missão cumprida e muita comemoração na praia! De lá os alunos foram de barco até a Praia Grande, local do segundo acampamento. O time prata, ainda em expedição, caminhou mais duas horas para chegar lá.

Nessa noite o time bronze comemorou com um delicioso jantar pareparado pela família que cuida do acampamento, em um quiosque coberto na praia deserta, com uma noite agradável sem chuva. Enquanto isso o time prata preparava o jantar no acampamento com os fogareiros.

Último dia, manhã sem chuva. Café da manhã e desmontagem do acampamento. O time prata sai cedo para o último trecho do percurso, a trilha Praia Grande – Saco do Mamanguá.

Com muita determinação cumpriram essa última parte em 3 horas, um excelente tempo. Do outro lado, um barco nos levou até Paraty Mirim, onde os dois times bronze, que também foram de barco desde a Praia Grande, já nos aguardavam.

Tudo no ônibus e um almoço de comemoração no restaurante ao lado da pousada antes de voltar à São Paulo.

Parabéns aos alunos da expedição pela união e força de vontade nesses 4 dias. Pude mais uma vez observar a importância de manter um elevado estado de espírito em qualquer situação, mesmo nas mais adversas. Preparo e disciplina são fundamentais, mas é o estado de espírito que nos faz atravessar as tempestades mais violentas.

Um abraço, e até a próxima!

Filippo Croso

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Nos dias 25, 26 e 27 de agosto, levamos o colégio St. Nicholas para uma vivência de 3 dias na Pedra do Baú, localizada no município de São Bento do Sapucaí, em plena Serra da Mantiqueira. O objetivo da viagem era fortalecer nos jovens aspectos como independência, cooperação, comprometimento, respeito e integração.

Chegando na estrada de terra que leva à Fundação Pedra do Baú (nosso local de acampamento), trocamos do ônibus para um caminhão para percorrer os 5 km finais. A integração e cooperação já começou aí, com os alunos se organizando para mudar todas as bagagens e equipamentos de um veículo para o outro.

O clima seco perdurou os três dias, sem chuva e temperaturas amenas, ideal para realizar nossas atividades, tomando apenas cuidado para que todos bebessem muita água e passassem protetor solar e labial.

Chegando na Fundação, os alunos montaram as suas barracas e prepararam as suas mochilas individuais, com todos os itens necessários. Além dos 3 mencionados acima, ainda levavam capa de vento, agasalho, comida e lanterna.

Após vestirem os equipamentos técnicos para as atividades verticais, saímos rumo à Pedra do Bauzinho. Lá o grupo se dividiu em dois – um grupo faria uma escalada na via do André e o outro um rapel de 50 metros do topo do Bauzinho até o col com a Pedra do Baú. A face do Bauzinho voltada para o norte tem cerca de 200 metros de altura e a escalada ocorre nos 15 metros finais. A partir do topo os alunos desceram 15 metros e de lá escalaram até o topo. A altura é o fator que mais impressiona, e aqui muitos tiveram que se superar, enfrentando o desconhecido e o medo da altura. Com o apoio dos colegas, professores e guias, todos realizaram a escalada. Para alguns foi uma aventura divertida, um “passeio no parque”; para outros uma superação emocionante, e para todos uma vivência de respeito, cooperação, apoio, diversão e comprometimento.

Após um magnífico pôr do sol do topo do Bauzinho, voltamos ao acampamento caminhando, cansados e felizes. À noite, após o banho, um jantar calórico para repor as energias e ter disposição para o dia seguinte, ainda mais puxado que o primeiro. Um macarrão com 3 tipos de molho – de tomate, de queijo, e vegetariano. Mais uma salada de atum, alface, tomates e ovos cozidos.

A subida da Pedra do Baú pelas escadas da face sul seria a atividade do segundo dia. Saímos do acampamento às 8:30 e às 10:00 iniciamos a subida pelas escadas da face sul. Os guias da Treehouse já haviam fixado cordas em toda a extensão da subida, para assegurar todos os alunos, que subiram todos com cadeirinhas. Uma subida desafiadora para muitos, tendo que enfrentar o medo e o cansaço. O apoio que uns davam aos outros foi fundamental para que todos pudessem chegar ao topo. Uma menina com muito medo de altura foi até o seu limite, aproximadamente metade do caminho, e desceu com um guia para nos encontrar do outro lado. Foi valente e guerreira, pois não desistiu facilmente. Todos valorizaram a sua tentativa, percebendo que é a atitude em cada momento que conta, muito mais do que o feito, porque feitos de valor sempre virão quando se cultiva a coragem e o respeito.

No topo a recompensa de relaxar com o visual do vale, naquele dia seco de sol e céu azul, foi merecida. Após lanchar no topo, a descida pelo lado norte vinha a seguir. Os guias já haviam trocado as cordas de lado, fixando-as do lado norte para a descida. Muita adrenalina na saída, com 250 metros de vazio embaixo, mas todos enfrentaram a descida com muita garra e bom humor.

Na volta, uma parada na bica de água, gelada e cristalina, e uma hora e meia já com as lanternas pela trilha de volta ao acampamento. Nesse meio tempo dois alunos ainda sairam na frente e foram com alguns guias fazer o rapel do Bauzinho no pôr do sol, um espetáculo de visual. Um dia desgastante físicamente, e muito compensador para a mente e o espírito.

Noite de pizza no forno a lenha da Fundação. Todos se envolveram na atividade, preparando as pizzas com diversos recheios, assando-as no forno, e servindo os pedaços cortados em uma bandeja. Muito trabalho em equipe e companheirismo. Muita união entre todos, embaixo de um céu estrelado e com lua cheia.

Um time de alunos ainda ficou até mais tarde para limpar a cozinha… destaque para o trabalho de equipe liderado pela Giovanna, no épico desentupir da pia… uma cena à parte… quase um filme de terror…

Depois de sair triunfantes dessa batalha, um dos guias, a Samantha, colocou aos alunos uma interessante questão. Se cada um tivesse feito a sua parte antes, e não ter deixado nenhum resto de alimento na pia, será que o grupo de limpeza teria que ter passado por tal provação?

No último dia os alunos puderam escolher entre 4 atividades: uma trilha até a Ana Chata, a escalada do Bauzinho, o rapel na mesma pedra, ou ficar no acampamento para desmontar as barracas e dar um jeito na casa e na cozinha, deixando tudo pronto para ser colocado no caminhão que viria nos buscar ao meio dia.

Ninguém optou pela Ana Chata, e a turma se dividiu entre as outras 3 atividades. Muita diversão e união, superação e respeito, responsabilidade e foco. Todos completaram a escalada e o rapel, enquanto a turma que ficou no acampamento fez um excelente trabalho de desmontagem e limpeza.

Saímos no caminhão e rumamos para Campos, para um almoço de comemoração em um restaurante, e depois seguimos para São Paulo. No ônibus podia-se ver o cansaço nos alunos, e ao mesmo tempo um sentimento de realização, pelas dificuldades enfrentadas e superadas, pela união que a viagem trouxe ao grupo, pelos aprendizados, por cada um ter se conheçido melhor e ter tido contato com seus pontos fortes e outros a melhorar, por ter vivido uma experiência gratificante. Havia um sentimento de felicidade em cada um, o que me leva a pensar que Sócrates estava certo quando dizia que a felicidade não está em alcançar a conveniência e o conforto, ou o reconhecimento e a fama, mas sim alcançar o aprimoramento das virtudes. Os alunos passaram frio, cansaço físico, medo, sairam das suas zonas de conforto, superaram, cultivaram coragem, respeito, paciência, silêncio… e estavam felizes.

Até a próxima viagem!

Um abraço,

Filippo Croso

Treehouse Educação ao Ar Livre

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Neste espaço pretendemos publicar informações, artigos e links sobre viagens, meio ambiente, sustentabilidade, ações sociais e tudo o que for referente à educação ao ar livre.

Para entender o que é “educação ao ar livre”, é preciso primeiro tentar definir o que é “educação”. Uma das definições do dicionário Webster para educação é: “processo de aquisição de conhecimento através do ensino e do ato de aprender”. Há uma idéia aqui que conhecimento é algo que está “lá fora”, a ser integrado à pessoa, adquirido por ela.

Por outro lado, na Grécia antiga Sócrates argumentava que educação era um processo de levar para fora o que já estava dentro da pessoa, uma visão mais coerente com a origem da palavra, que vem do latim e-ducere, verbo composto do prefixo “ex” (fora) + “ducere” (conduzir, levar), e significa, literalmente, ‘conduzir para fora’.

Se fizermos a pergunta “o que é educação”, ou “qual o propósito da educação” a 100 pessoas, acredito que teremos 100 respostas diferentes. Uma que gosto particularmente é a do poeta irlandês W. B. Yeats: “Educação não é o ato de encher um balde, mas o de acender uma fogueira.” (“Education is not the filling of a bucket, but the lighting of a fire.”)

Em um texto de Eduardo Chavez, o autor coloca que basicamente existem duas maneiras de entender educação:

1. “Formar uma pessoa, dar forma à ela, moldar-lhe as idéias, as emoções, os modos de agir, conforme o projeto de educação da sociedade ou da nação.”

2. “Facilitar na pessoa um processo de desenvolvimento – de deixar que algo que potencialmente já está lá desabroche, alcance o seu potencial.”

A educação ao ar livre definitivamente está relacionada ao conceito número 2, e faz uso das áreas naturais como metodologia educativa, onde o processo de desenvolvimento se dá através de experiências e reflexões.

As experiências envolvem desafios físicos e psicológicos, beleza e estética, relacionamentos interpessoais, introspecção e silêncio, percepção dos próprios limites, sucessos e fracassos, erros e acertos, superação e aceitação, aprender habilidades técnicas, ou seja, vivências que buscam “acender uma fogueira” dentro da pessoa.

As reflexões (em grupo ou introspectivas) são importantes para organizar o campo emocional após ter vivido uma intensidade de emoções. Sem a reflexão, corre-se o risco dessas reforçarem aspectos imaturos do ego, como auto afirmação, falsa sensação de poder e hedonismo.

Quando bem direcionada, conduzida na ótica da cooperação e da não competição, respeitando os limites de cada um, a experiência ao ar livre é extremamente gratificante, ajudando a forjar aspectos positivos na personalidade, como esforço, determinação, disciplina, entrega, humildade, foco, coragem, auto controle, auto estima, paciência, capacidade para compartilhar e aceitar o outro, aceitar a si mesmo, tratar com respeito o meio ambiente, as pessoas e todos os seres vivos.

Sendo assim, a educação ao ar livre é um caminho para o auto conhecimento e a realização dos nossos potenciais, e é nessa transformação pessoal que se encontra a chave para um mundo mais justo e sustentável, pois essas realizações trazem à tona uma harmonia e um conhecimento que se reflete em novas formas de pensar e viver.

Obrigado por acessarem, e até uma próxima postagem.

Um abraço,

Filippo Croso

Treehouse Educação ao Ar Livre

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